Trabalhar e conviver com a hipocrisia é algo complicado. Não se pode exigir lucidez diante de alguns fatos que revoltam e não têm a menor lógica, mesmo que amparados pela ‘legislação’.
Aliás, usar como argumento apenas a frase ‘está previsto na legislação’, parece coisa de operador de telemarketing limitado, que até o governo se mobilizou para acabar. Talvez pela imensa insatisfação de todo um país diante de algo tão, ridiculamente, insano. Mas o fato é que quando não se tem argumento de qualidade, a velha e batida frase de amparo na lei é a melhor saída. Até mesmo para alguém que se diz o pai da capacidade de argumentação.
Quando conseguimos contra-argumentar de forma eloqüente ao limitado ponto de vista alheio, os egos se inflamam e um único e isolado exemplo é dado, de forma agressiva, com a esperança de liquidar o assunto. E ego é o que não falta nessa profissão.
Não vou deixá-los no total desconhecimento dos fatos, apenas iniciei com o desabafo já tão tradicional ao meu estilo de bate-papo usado aqui.
Estou no último da faculdade de jornalismo e tenho tido sérios problemas de administração com a universidade que freqüento meu tão desejado e complicado curso. Aliás, desde que entrei na faculdade, só tenho tido decepções e a confirmação de que se você não lutar pelo que quer, não é um diploma que o fará. Até aí tudo bem, sempre tive essa postura, mas chegar ao nível universitário e descobrir que a postura é formar profissionais limitados e institucionais foi realmente triste. Acadêmicos que entendem que Google é a forma de pesquisa mais eficiente que existe. Que ler não é preciso, passar é preciso. Enfim, uma instituição que só visa o lucro e induz seus professores e coordenadores a uma postura medíocre diante do que é ensino.
Faço jornalismo, uma questão de bom senso pensar que preciso ser informada das questões cotidianas. Fácil deduzir que preciso de acervo cultural, conhecimento e estudo, sempre, para poder avaliar e interpretar fatos de maneira coesa, precisa e imparcial. Mas como fazer isso se você não tem a mínima noção do que é análise, interpretação. E não saber o significado das coisas é a pergunta que não quer calar. Não a mim, pelo menos.
Passei sete semestres lutando para que meu coordenador aceitasse como atividade complementar, matéria exigida em todos os semestres do curso, meu hábito pela leitura. Claro que faria uma resenha de cada título lido, e devo acrescentar que não são poucos os livros lidos por ano, assim como não colocaria nenhum infantil, auto-ajuda ou biografia de Bruninha surfistinha. Mas qual não foi minha surpresa, a princípio, e revolta (com o passar dos semestres) quando não me foi dada a chance de cumprir minhas horas de AC com leitura.
Ao invés do incentivo ao acúmulo de conhecimento e informação, fato primordial para qualquer jornalista que se preze. Minhas horas complementares eram preenchidas com adoção de vovozinhas no fim do semestre, ingressos de cinema (sem resenha do filme visto), comprovantes de visitação em exposições (também sem nada que realmente provasse minha presença) e alguns cursos a que era obrigada a fazer pela assessoria onde trabalho.
Não tinha a facilidade de ir aos shows de Adriana Galisteu ou Luciana Gimenez, programas de cunho jornalísticos, programa do Jô ou coisa que o valha, pois trabalho - fato esse que me permite pagar a faculdade. Sendo que nunca fui recompensada por isso, mas não conseguia cumprir a carga horária com algo que dizem ser prioritário na rotina de um profissional da comunicação.
A desculpa de meu coordenador era exatamente essa, poucas pessoas têm o hábito de ler. Oras, forcem o hábito, afinal, é algo importante. Era uma exceção no campus e, portanto, não virou regra ao curso, mas minha incapacidade de passear durante as tardes por programinhas televisivos não tinha compensações. Enfim, só uma palavra para tal fato, lamentável.
Prestei vestibular no meio do ano e comecei a faculdade em agosto. Assim que efetuei minha matrícula, nada foi comentado sobre uma postura estranha da faculdade, que tem como desculpa a adoção do fato em várias instituições e o famoso está previsto na legislação. A universidade me colocou em uma classe de segundo semestre para cursar todos os semestres com essa turma.
Em momento algum fui informada de tal postura, não enquanto podia contestar e não efetuar algum tipo de pagamento, inscrição para o vestibular e matrícula depois de aprovada, somente quando já estava devidamente compromissada com o curso, tanto financeiramente quanto profissionalmente.
Como faria o primeiro semestre foi a imediata dúvida que me apareceu. Mas meu coordenador se esquivou de uma resposta direta o mais que pôde (vamos aproveitar enquanto se faz necessário o uso do acento), dizendo que a faculdade nos daria as opções disponíveis na lei (sempre ela a infernizar algumas questões de ordem prática) para seus alunos.
Claro que quanto mais o tempo passava, mais compromissada e envolvida com o curso eu ficava, afinal, quem se compromete a pagar uma quantia realmente alta para não se envolver? Sem respostas, somente com especulações, a turma ficou até o final do quinto semestre, quando o coordenador deu as opções para quem se encontrava no semestre errado.
O engraçado foi observar pequenas transformações para que nenhuma forma de ação judicial fosse possível. Durante o curso estávamos na classe do 4º/5º semestre, por exemplo. Hoje que estamos em término de curso, o semestre divulgado é 8º.
Estou em processo de trabalho de conclusão de curso, mas não vou concluí-lo, pois ainda tenho um semestre pela frente. E o nome “trabalho de conclusão de curso” (TCC) mudou para “projeto experimental” (PREX).
Em nenhum momento foi dado ao aluno vantagens práticas para essa adaptação institucional. Tentei, por exemplo, adiantar esse semestre quando soube que seria feito de maneira online, sem classe aberta e professores ensinando. Mas fui informada que o MEC não aceita curso de jornalismo com 3 anos e meio de duração. O mesmo MEC que aceitou o lobismo das mantenedoras para que não tivessem tantos gastos com classes de meio de ano. A pouca vergonha de legalizar e amparar a classe dominante nesse país.
Uma instituição que vende a idéia de ser conceituada, que tem a prepotência de tentar se equiparar com nomes como USP, PUC, Cásper ou Metodista. Mas que não tem a seriedade de respeitar seu produto bruto mais precioso, o aluno.
Quer, tão somente, lucrar com cada matrícula efetuada. E a minha decepção maior foi perceber alguns nomes de respeito totalmente vendidos às regras imorais da instituição. Usando argumentos pobres, hipócritas e punindo quem fique questionando muito essas regras.
Minha decepção cresceu semestre a semestre. Hoje cumpro somente o papel disfarçado de comprar um diploma à prestação, com valor acima da tabela por ser legalizado pelo MEC.
Passei a dar prioridade ao meu trabalho, minha família e ao sustento de minha casa, do qual sou total responsável. E, por conseqüência disso, fiquei de DP por faltas em duas matérias. Não gostei do fato de pegar DP, mesmo porque não vou cumprir a punição devida, afinal a faculdade adota o sistema de dependência online, ou seja, eu só preciso aparecer à faculdade no dia da prova. Que é aplicada por um funcionário da informática. Minha falta não foi a ausência? Então por que a DP se não vou ser obrigada a freqüentar?
Com essa lógica fui conversar com o coordenador geral do curso, já com tudo engasgado na garganta. Não foi surpresa saber da falta de argumento, do descaso, da hipocrisia dele em relação ao tão orgulhoso curso que coordena. Até se sentiu ofendido quando critiquei o curso, a instituição, seu método de coordenação, enfim. Não estão preparados para ouvirem críticas, afinal, não formam mentes capazes de tal discernimento.
Questionei o fato de me deixarem de DP, alegando a importância da presença nas matérias, se no próximo semestre vão me impor nove matérias online. Matérias básicas que eu deveria ter aprendido antes de concluir meu TCC (não aceito a nova nomenclatura dada ao trabalho de conclusão de curso). Matérias como criatividade (40 horas); interpretação e produção de textos (60 horas); composição e projeto gráfico (60 horas); homem e sociedade (40 horas); elementos de marketing (40 horas); filosofia (40 horas); técnicas e gêneros jornalísticos (40 horas); teorias e técnicas de comunicação (40 horas) e a tal das atividades complementares (40 horas), que farei em sistema de DP/adaptação (online).
Com o argumento de estar previsto em legislação, a instituição nada fez ou fará para impedir as duas dependências, por faltas, que peguei nesse último semestre. Fui adicionada a um tipo de lista negra por questionar várias coisas erradas dentro da faculdade. E minha punição servirá de aviso para os próximos candidatos a rebeldes.
O coordenador geral do curso, que veio dar uma aula no último semestre para nossa turma, leciona cidadania e comunicação. Faz questão de dizer que se não soubermos o que foi absolutismo ou iluminismo para esquecermos o nome dele. Faz questão de questionar a falta de argumentação da classe, o despreparo dos alunos formandos dele. Ora, eu devolvo sua indignação com uma pergunta, como ele quer alunos conscientes, informados e questionadores se prepara um curso medíocre onde não são incentivadas a leitura, a discussão e a reflexão?
Ele tem o que planejou formar e se alguém precisa esquecer o nome de alguém, não sei se estamos na linha de raciocínio correta.
Críticas construtivas são bem-vindas. Reclamações e insatisfações são normais em qualquer lugar que se intitula democrático e ver o melindre de profissionais que se dizem éticos e respeitáveis é, no mínimo, hilário.
Pode estar previsto na legislação esse tipo de conduta, mas não é moral, legal e correto. Compete a nós mudar esse quadro absurdo. Mas como lutar contra lobistas e acadêmicos descomprometidos com a ética e totalmente envolvidos com o sistema?
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu.
(FP)

Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends
like my father's come to pass
seven years has gone so fast
wake me up when september ends
here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends
Summer has come and passed
the innocent can never last
wake me up when september ends
ring out the bells again
like we did when spring began
wake me up when september ends
here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends
Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends
Like my father's come to pass
Twenty years has gone so fast
wake me up when september ends
(GD)

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu digo vai doer...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
(LS)
www.youtube.com/watch?v=p0gBYQ2Ubrs
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
http://www.youtube.com/watch?v=9WAc1aZO_58
(MM)
Nunca mais a natureza da manhã E a beleza no artifício da cidade Num edifício sem janelas Desenhei os olhos dela Entre vestígios de bala E a luz da televisão Os meus olhos têm a fome Do horizonte Sua face é um espelho Sem promessas Por dezembros atravesso Oceanos e desertos Vendo a morte assim tão perto Minha vida em suas mãos O trem se vai Na noite sem estrelas E o dia vem Nem eu nem trem nem ela
Com cuspe e com jeito se come o cu de qualquer sujeito


O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você...
O que me importa
Se você me adora
Se já não há razão
Prá lhe querer...
O que me importa
Ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar
Amor!...
O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também...
O que me importa
Sua voz chamando
Se prá você jamais
Eu fui alguém...
O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais
Tristezas prá chorar
Que o seu!...
O que me importa
Ver você tão triste
Se triste fui
E você nem ligou...
O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou
Terminou!
Terminou!
(MM)
Não somos estranhos...
Não somos nerds...
Não somos metidos e prepotentes...
Não somos convencidos...
Sempre temos tempo de sobra para entregar nossas matérias...
Não temos a pressão dos resultados...
E essa é a nossa vida!!!
Feliz dia do jornalista!!!
Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria Que se possa imaginar
Amanhã redobrada a força Pra cima que não cessa, há de vingar Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório O astro rei vai brilhar
Amanhã a luminosidade Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar Amanhã está toda a esperança por menor que pareça O que existe é pra festejar
Amanhã apesar de hoje Ser a estrada que surge, pra se trilhar Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados, temores abrandados Será pleno, será pleno...
Deixa que digam
Que pensem
Que falem
Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não estou fazendo nada
Você também
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém?
Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas pra lá
Beijinhos com beijinhos pra cá
Vem balançar
Amor é balanceiro meu bem
Só vai no meu balanço que tem
Carinho pra dar
(JR)

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